domingo, agosto 16, 2009

Riscando o Calendário






Cada hora seria um impacto,
Um copo de café
impossível, vetados

Num adiantamento todos morrem
versos
deveria ter irradiações
um centro imoral de ideias

uma intermediária intenção
a volta em volta
do problema
o mal dos centros
muralhas
os teotemas

festas bucólicas
anteriormente

fé na física, parece
quebras nessas linhas
e que não resultem nada
pragas e rancor

tardias taras que não param.

Poder ser intitulado de Tesla

terça-feira, junho 02, 2009

Sic ou Sick





Se escreve assim ou está doente
nessa foto
perde os traços como foto velha
Mas só três dias se passaram
e esse retrato em cima da mesa,
de sua estante só diz
há quantos anos que não dorme
em quantas fotos que não ri.

sábado, maio 23, 2009

T O P__ S E C R E T




Existia esse espaço. Essa introdução. Olhos castanhos nessa sensação de ser pego fazendo algo errado, feio. Mas não ser ninguém e a porta continuar fechada. Foi só um sobressalto. Toda essa teia de segredo salva. O medo da dispersão e se você esquecer. E era um segredo sem importância. Não era preciso ficar tão fixo. Só que preso ao chão ainda se anda — em alguns momentos os pregos se afrouxam e se dá uns passos. Eu mesmo já fiz isso, na verdade todo mundo faz isso, não é de se admirar que você faça.

Não faça isso, poderiam te dizer. Ter esse caminho, segui-lo bem. Ops, é.

Não faça isso, que é o que poderia fazer. Segrede suas palavras e só fale entre dentes. E na sua natureza que se parece muito com um segredo, quieto mas bastante escandaloso. Vamos dizer que se você anotasse num caderno as vezes que sorrisse, que risse.

Não é um segredo importante como uma mulher grávida morrer num assalto sem saber que teria gêmeos.
Ou saber, grave, que vai ser calvo por que seu pai é. E carecas pensam com menos embaraço.

Você então só vive de exemplos e suas roupas até seu andar e um dia no jeito que escreve que namora e sem pontuação senhor.

Não tenho competência é o que vai dizer e já te desarmo, que não tenho mesmo. E sei que temos um top secret impresso na testa. Só não faça escândalo. Uma montanha tão alta numa terra plana.

Vai esperar a luz acabar, todos se levantam para ver o que acontece, então você vai se aproximar de mim e na minha orelha sussurrar. No final das contas o que você falou. Quem tem esse tempo. Abstratos, em um idioma ignoto.

terça-feira, janeiro 27, 2009




Alone
(Edgar Allan Poe)

From childhood's hour I have not been
As others were - I have not seen
As others saw - I could not bring
My passions from a common spring.
From the same source I have not taken
My sorrow; I could not awaken
My heart to joy at the same tone;
And all I lov'd, I loved alone.
Then - in my childhood - in the dawn
Of a most stormy life - was drawn
From ev'ry depth of good and ill
The mystery which binds me still:
From the torrent, or the fountain,
From the red cliff of the mountain,
From the sun that 'round me roll'd
In its autumn tint of gold -
From the lightning in the sky
As it pass'd me flying by -
From the thunder and the storm,
And the cloud that took the form
(When the rest of Heaven was blue)
Of a demon in my view.

domingo, dezembro 21, 2008

Breve Contestação das Horas


Eu já contei essa história pra muitas pessoas, e talvez elas não acreditassem por causa de mim.

No dia anterior eu não percebera. Só percebi as formigas de asas, que eu não sabia o nome ao certo, voarem enlouquecidamente. E formando uma espécie de semicírculo só desses insetos, alguns mortos, outros por morrer, vibravam numa rua perto da minha casa. Durante a noite vi que artistas fizeram um Manifesto e nele, além de palavras usuais, saíam palavras outras e entre elas, formigas. Comecei o dia lendo no jornal colegas que eu não gostava. Passei mal, de verdade. Um amigo que me visitava me levou no carro dele. No caminho ele não parava de falar sobre coisas que eu gostava. Achei que estava melhor até a hora que entrei no hospital. Me deram muito soro, enquanto eu espera descobri que outras pessoas notaram os insetos. Mas falaram de besouros. De qualquer forma não sabia que tipo de inseto tinha visto, eu não era um especialista no assunto, duvido que esse outro também fosse e além do mais, notei que também estava doente. Uma criança na minha frente tomava soro que era ligado pela agulha nas costas da mão, essa criança tinha olhos de formiga. Decidi ir a pé mas passei mal e sentei, era um ponto de ônibus, havia uma mulher com óculos escuros, ela falava baixo com seu filho, repreendendo-o por que ele corria. Foi importante, pra ele parar e começar a fazer o que foi realmente extraordinário. Pombas bicavam errando naquele concreto rachado e o menino começou a andar lentamente em direção a uma com um olhar fascinado e com um sorriso que eu não saberia. É claro, desacreditei o menino. A mulher levantou, chamou ele, o ônibus dela se aproximava. Ele foi mais decidido em direção a pomba que voou até ser presa nas mãos dele. Um grito de satisfação. No dia anterior eu não percebera. O ponto ficou vazio a não ser por mim. Eu então teria que ter caído e morrer. Mas deduzi várias coisas. O.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Nome


Os restos do manganês
do plutônio
do rádio
dos risos
e seus instintos

segunda-feira, agosto 04, 2008

Todo Mundo Morre é

Todos os acordos, escritos. Toda sorte de acertos. Escritos. Não faltas, perseverança. Confirmação, agora.
É que buscavam ou percebiam, achavam, não sei: Apocalipse. O que acontecia, uma e todas as coisas. Confirmação da palavra de sua fé. Como pra acabar a navegação. Não sei essa vontade de ver nessas coisas, nos acontecimentos, o fim do mundo.
Um arsenal com pecados. Uma fé forte nas suas cordas no cérebro, neurônios marcados, bons. Meu olho pode vibrar e personagem. A pessoa não me diz — será que sabe? — é personagem, pra matar — ou pelo menos ameaçar — sua madrasta diferenciando ao contrário dos contos de fadas. Assim. O fim está próximo.

quinta-feira, julho 17, 2008

Continua Vendo Mágicos


Caídos ou caiados
é difícil ler
nos carros
e suas expressões
seus motoristas
e nos acidentes, os olhos
andam por sua cara
assustado ele incorpora
um poeta e diz
versos de morte
e amor
na última hora,
seu corpo partido em dois

De Olhos Fechados Na Esquina




Voltava andando depois de ouvir uma conspiração e vi num carro o Che Guevara, estava num carro — dirigia — e na boca um cachimbo. Não um charuto, mas não estranhei isso de inglês. Che tinha barba e boina. Se não era ele, então ter morrido mesmo de olhos abertos, alguém agora tinha sua cara e por isso tenho a certeza que os olhos desde que vi não eram os dos livros. Vi-o não em uma camiseta na frente de alguém. Tive vontade de sentar como uma criança no chão perto da cadeira onde ele estivesse sentado pra ouvir suas histórias, sem saber qual querer saber mais, as de antes dos olhos ou as de agora e, admirado das histórias, rir sozinho de minha sorte.
19/MAI/2008 madruga, 01:25.

terça-feira, junho 10, 2008

tenho esse problemas
de morte por aparência
e não acorda
dessas palavras
tortas e inacabadas
Mas portas em papel
emboca. Nas cabeças.




quinta-feira, maio 29, 2008

Paltiel Gerstendrescher um Escritor Falhado

[de uma tradução pelo google, e de mudanças pequenas que fiz]


Ou Schriftstellerfalschsprechen


Paltiel Gerstendrescher, um escritor falhado, fala iídiche, que vive no Brasil, enviou várias cartas e ele publicou um livro próprio para o narrador, que é um proeminente escritor. O narrador é seduzido em visita ao Rio de Janeiro, Paltiel é surpreendido ao encontrar uma mulher escandalosa uma vez que ele sabia, em Varsóvia, Lena Stempler, é a esposa de Paltiel. Lena diz que é possuído por um dybbuk, espírito de um morto amante que ela pretende torturar. Paltiel parece decepcionado com o narrador e nada amigáveis. Ele e Lena briga; Paltiel folhas. Lena fala sobre sua solidão e horrível a forma como a dybbuk foi localizado em seu estômago, onde se pode sentir a sua face. Ela o narrador ir para o jardim e, e sentar em uma rede onde ele se sente o ritual em seu estômago. Ele acredita que isso seja um tumor ou nós minúsculos nos músculos. Lena diz a ele que ela e Paltiel ter esperado para ele vir e salvar sua situação desesperada. O narrador pensa que ela é um mentiroso, um exhibitionist(e é mesmo, é), e de louco, mas ela beija. Os colapsos nas espreguiçadeiras e eles se dividem em um pântano de urtigas e picadas de mosquitos, que morder-lhes sangrenta. De volta para a casa, Lena diz que devemos amar Deus deles; ele punido antes do pecado. Mais tarde, em Nova Iorque, o escritor recebe uma torrente de cartas e manuscritos a partir dum jovem. Ele mais tarde aprende Lena ter morrido de câncer, e Paltiel foi colocado em uma instituição mental.