Amor-fa
faz
desaparec-eus
a música
atrás
de sua
última presença
amorfa
a carta
carícia de seu destino
o endereço sombrio
de suas mãos
vozes e fome na loucura
surtos e surras na noite
que não canta. Dia, faca
que não brilha
e à tarde é que se ingere
a falta
invade e no seu retorno
nos evapora.
terça-feira, fevereiro 28, 2012
domingo, fevereiro 26, 2012
Não Traduzido Não traduzido
Tudo ainda é raso. escrito
razões inoportunas. Sou
esse amontoado de esquecimentos
e há dias que esqueço cada
palavra que dedico.
A ninguém é dado dons conflitantes
e só uns poucos é que dizem
Ouço meu nome no escuro.
razões inoportunas. Sou
esse amontoado de esquecimentos
e há dias que esqueço cada
palavra que dedico.
A ninguém é dado dons conflitantes
e só uns poucos é que dizem
Ouço meu nome no escuro.
terça-feira, fevereiro 07, 2012
repassado
![]() |
robert doisneau |
gotas de um estilo
que escorrem enquanto não vejo
o que percebo são linhas quase extintas
mas retrocedo ao quintal
e mesmo não sendo o da minha infância
prevejo um futuro bom
o que retorna é um passado limpo
saído das sobras e filho de sombras
e a linha quase extinta se torna instinto
e sobrevivo
e o escrevo, sinto e distribuo.
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