distância
os braços no banho a certeza,
o dia, a grossa camada da vida
retida
o viés da revelia,
revolta
inicia a corda respiro não só
o meu pescoço
por hora o tempo finalmente me aceitou
grandes animais morrendo no deserto
andando. a caça estrelada neste céu
a noite, finalmente me guiando como um irmão
nos braços do tempo
caindo sem perceber, como qualquer um a
qualquer outro lugar.
II
lama era noite a cidade enrugada o sexo nos precensiamos nao sabia falar algo daquelas palavras, engana, daquela lingua. A boca era a vespa naquele meu sonho. Os dois andaram avidos a procura do metro, os trilhos, seus dentes, era o cafe da manha. porto, a agua nos seus pes vemos. Os dois caminharam em 65, agora velhos vibram. Despassados, param no rio indo pro mar, um homem vermelho se oferece e poucos segundos atras sai a foto mal feita e mal entendida, queria poder dizer que nem eles assim: hoje nos morremos. E continuar vivendo.
sábado, abril 30, 2011
terça-feira, abril 26, 2011
Nas Minhas Melhores Roupas
![]() |
Edouard Boubat |
Desculpa o pouco pagamento
inocente
e que eu não pareça
correto ou sincero
a corda na alma
puxa para baixo, para o escuro
não só a minha história.
A farsa egoísta das minhas visitas,
despreze, não ser eu quem
anos atrás ou agora mesmo
possa de dar o cinema
(migalho subornando Shakespeare)
as palavras famigeradas na miséria
por que perco sempre para um primeiro
homem, um primeiro aceno, um
primeiro sofrimento. Ser aquele que
escolhe e corre para aquecer o sangue ao sol
e volta escorrendo amor
(faço anotações para que não me guardem o que sobrou).
sábado, abril 23, 2011
DNA
Na sala a luz
ultrapassa a janela do meu corpo
era o mesmo corpo que pela manhã acordou
para o trabalho
falou com um desconhecido que pedia as horas
bêbado
não sei
dias ou tempos depois, desconfio
não era eu
a luz espero ser a mesma
para com sorte juntar
a obsessão palavras a cara
não só me reconhecer
mas não ser quem a luz não ultrapasse.
sexta-feira, abril 22, 2011
nomes para o mesmo nome
Consulto as horas por mim mesmo,
risco solto no sangue
nos sangues
nas noites:
me perco futuro e sou fraco
labaredas e corvos leem
a voz, neste dia a raiva
nesta noite a tristeza
ainda não dão certo nossos planos
ou meu
sozinho encarrilhado no sorriso
fato e verso no destino
curva sobre a
espera
quinta-feira, abril 21, 2011
luzes à noite, sol de quem não nasceu
A antinomia do seu corpo
na minha anatomia
a grama rasteira
um peso,
seu passo para o lixo
a agonia livre
me veem assexuado
preguiçoso
inabalável
- incurável,
ainda passo
no traço suave
ainda caindo dos corpos
(doses cavalares na desordem)
seguro um telefone para
a rua.
na minha anatomia
a grama rasteira
um peso,
seu passo para o lixo
a agonia livre
me veem assexuado
preguiçoso
inabalável
- incurável,
ainda passo
no traço suave
ainda caindo dos corpos
(doses cavalares na desordem)
seguro um telefone para
a rua.
quarta-feira, abril 13, 2011
Maldição que vem com a brisa, só o paraíso
Acabei por encarar
que
embaixo dos meus pés
um espírito sombrio, não sei
se me impulsiona
ou arrasta para mais baixo
sóbrio ainda constato
que por mais que alguém
ande comigo, me divido e
me dão por desaparecido
gosto na boca, sentimentos
estou fugido.
ora, não espero que sobreviva
eu ou a criatura
rastejo em pés, se precisar
e dela o que renego
continuo a contar
sábado, abril 02, 2011
Nada se Compara
Azul
espero no começo do dia
o rastro
espero a monarquia
o gesso de suas almas a beleza e a feiura de
suas coroas de suas condutas (nas minhas veias)
melancolia
patrocinada pelo dia,
a calda sombria
a única coisa visível no
azul
espero no começo do dia
o rastro
espero a monarquia
o gesso de suas almas a beleza e a feiura de
suas coroas de suas condutas (nas minhas veias)
melancolia
patrocinada pelo dia,
a calda sombria
a única coisa visível no
azul
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